principio_cabeca.jpg
maio 2005
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31        

abril 09, 2005


As contas do congresso


Parece uma loucura mas Menezes e os seus apoiantes mais directos continuam a dizer que vão ganhar o Congresso. Jornalistas e delegados já começaram a fazer contas e há mesmo distritais que se mudaram do lado de Mendes para o lado de Menezes. Serão os tradicionais descontentes com as listas? Ou é mais do que isso?
Seja o que for não acredito que Mendes perca. Mas um congresso e sempre um congresso...

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 08:04 PM

março 24, 2005


O primeiro erro


O PS cometeu hoje o seu primeiro erro.
Depois de, na tomada de posse, ter dado absoluta prioridade ao referendo sobre a Constituição europeia, José Sócrates deu razão ao calendário do Bloco de Esquerda e quer fazer o referendo do aborto em Junho.
Os dois referendo são urgentes. O problema é que Sócrates precisa do acordo do PSD para mudar a Constituição e permitir o referendo da Europa no dia das autárquicas. E agora?

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 10:47 PM

março 21, 2005


"É Fogo que arde ... sem se ver". Porque ninguém quer ver!


Não sou bruxo, mas adivinho. Adivinho o que vai acontecer este Verão. E serei só eu quem adivinha?
A equação é tão simples que dói saber o resultado: A montante: seca prolongada mais pasto seco mais humidade baixa mais prevenção que não foi feita "por falta de verbas" (como se não devesse ser essa uma prioridade) mais formação aos bombeiros deficiente mais falta de aposta em massa (outra vez) nos sapadores florestais mais o nosso apego a acções negligentes que se transformam em rastilho. A juzante: bombeiros voluntários em guerra com Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil mais bombeiros em guerra com Câmaras Municipais mais bombeiros em guerra com sapadores florestais mais bombeiros voluntários em guerra com bombeiros profissionais mais políticos que nada prevêem, porque prever cansa e não dá votos imediatos, a dizerem que a culpa é do calor, da humidade baixa, do pasto seco, das trovoadas de verão.
O resultado desta equação é tão óbvio que chega a parecer ridículo antecipar o título do Jornal da Noite de 30 de Setembro de 2005: "Este ano ardeu mais do que em 2003". (Em 2003 tinham ardido 400 mil hectares de floresta).
No final do ano a Polícia Judiciária emitirá um comunicado a oficializar a prisão de, deixem-me adivinhar, 150 suspeitos de fogo posto (se em 2003 tinham prendido 100!). E não esqueço os que inevitavelmente morrerão em combate - as grandes vítimas da descoordenação no ataque às chamas, da falta de previsão, da falta de formação, da negligência de cada um de nós. Quantos vão ser desta vez?
E este ano, quem irá ser o culpado? ...O que sei é que ninguém assumirá a culpa. O governo irá depois demitir um ou dois peões, apresentar um livro branco que em 2006 já terá bolor, uma vez que será guardado no instante imediato a ser apresentado... Chega! Como custa saber o fim da história!

Pedro Coelho

Publicado por sic_online em 07:43 PM

E as férias parlamentares?


Agora que Sócrates resolveu, e bem, pôr em causa as anacrónicas férias judiciais, não estará na altura de reduzir as férias parlamentares?

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 02:20 PM

Corporações


Depois dos farmacêuticos chegou a vez dos juízes, procuradores, funcionários judiciais e afins. Sócrates anunciou esta manhã a redução das férias judiciais para um mês. A medida é bastante demagógica porque é suposto os tribunais (com excepção de julgamentos e mais algumas coisas) continuarem a funcionar. Mas é muito interessante porque todos sabemos que muita coisa pára nessas longas férias.
E a grande vantagem é uma: as corporações começam a assustar-se.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 11:54 AM

março 20, 2005


Trocas nos gabinetes baldrocas nas redacções


Com a troca de governo começou também, naturalmente, a troca de assessores.
Os governantes procuram jornalistas experientes que se encaixem no perfil que pretendem, e que sejam dignos de confiança devido à sensibilidade da informação que tem de ser gerida.
Os restantes jornalistas, que davam assessoria ao governo anterior, começam a voltar às redacções. É legítimo e natural que assim aconteça. Merecem respeito e nada os impede de voltarem à sua função habitual, finda que está a requisição governamental.
Mas os regressos não podem ser selvagens. Multiplicam-se os casos de pessoas que voltam para cargos de chefia em editorias políticas e económicas. Ou seja os assessores vão decidir sobre questões que envolvem directamente os anteriores assessorados. Lamentável! Quem volta de funções políticas no governo não pode fazer política, ou mesmo economia, no jornalismo. Pode fazer desporto, por exemplo, ou reportagem geral.
É que não fica bem exigir ética, transparência e rigor aos políticos e depois ver jornalistas a pisar o risco.

Antonio Esteves



Publicado por sic_online em 02:01 PM

Dramas de ministro


António Costa teve em apenas dois dias dois dramas para resolver. Um fim de semana aziago para o Ministro da Administração Interna e que a esta hora ainda não terminou. Primeiro foi a Bombardier cercada pela polícia, que introduziu na empresa - a pedido da administração - oito trabalhadores para destruir uma secção de robótica quando há negociações a decorrer. O Ministro saiu em defesa dos trabalhadores, e do Presidente socialista da Câmara da Amadora (que se mostrou sempre muito tenso), e mandou retirar os agentes. Demorou a reagir - doze horas - mas decidiu, e decidiu bem. Agora são dois agentes da PSP abatidos na Amadora. Os agentes que vão sobrevivendo e os portugueses esperam uma mensagem tranquilizadora, com anúncio de medidas concretas para responder às muitas necessidades das polícias nacionais, e não apenas da PSP. Vamos ver quanto tempo demora António Costa a assumir-se ao país através das televisões.

António Esteves



Publicado por sic_online em 11:51 AM

março 18, 2005


Porto


Para desepero de muitos comentadores, gente do futebol e afins, Rui Rio pode vir a ser reeleito presidente da Câmara. Seria um "case study" definitivo.
É espantoso (esperançoso?) que Rio apareça à frente de Menezes numa lista de preferenciais candidatos à C. M. do Porto. Embora seja importante referir que Menezes tem mais hipóteses no confronto directo com o PS.
No PS as dúvidas são ainda maiores. Quem é o melhor para roubar a Câmara a Rio? O intelectual Assis ou o mais basista Nuno Cardoso? E se depois o candidato do PSD for Menezes?
Enfim, Rio é que se está a rir.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 10:27 PM

Lisboa


Há muito nervosismo no ar, por causa da sondagem SIC/Expresso/RR. No PSD ninguém estava à espera que Carmona ficasse tão bem colocado e no PS ninguém acreditava que Carrilho pudesse bater Ferro nas preferências, mesmo que seja por poucas décimas.
Só mesmo isto é que aproxima Ferro e Santana, dois ex-líderes com hipóteses de concorrerem às autárquicas. De resto tudo os separa: Santana dificilmente se vai arriscar a uma segunda derrota em menos de seis meses e Ferro tem uma excelente hipótese de "refazer" a sua vida política.
Será que Carmona e Carrilho os vão deixar passar?

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 10:21 PM

março 17, 2005


Onde pára o choque?


São 19H10 e o programa de governo está atrasado por contigências informáticas!!!

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 07:14 PM

Os candidatos


Mais do que as presidenciais, a política começa a aquecer com as autárquicas (basta ler o post abaixo). Jorge Coelho era o mais forte candidato a Lisboa mas já disse que não quer. A luta será entre Carrilho, Ferro ou Mega Ferreira, de um lado, e Santana, Carmona ou Fernando Seara, do outro.
No Porto, Rui Rio vai ter que disputar a candidatura com Luís Filipe Meneeses ou Aguiar Branco e depois defrontar Francisco Asssis, Nuno Cardoso ou Luís Braga da Cruz.
Amanhã a SIC, o Expresso e a Renascença divulgam o primeiro grande estudo sobre as autárquicas em Lisboa e no Porto. E as surpresas são mais que muitas.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 01:29 PM

março 16, 2005


O candidato


Manuel Maria carrilho tem andado cabisbaixo por estes dias. O ex-ministro da Cultura já percebeu que terá perdido o comboio para uma candidatura à Câmara de Lisboa. O nome de Ferro Rodrigues tem sido o mais falado nos últimos tempos, mas o ex-líder do PS optou por um silêncio prudente. Não se quer comprometer antes de haver uma decisão definitiva. E essa não está tomada. Os candidatos do Partido Socialista para a autarquia da capital passaram a ser três nos últimos dias: Jorge Coelho é nas sondagens o nome que mais apoios recolhe e passa a ser também a solução mais consensual dentro do partido. Como me dizia hoje alguém no parlamento: há que esperar pelas decisões do PSD, mas se Santana for à luta Coelho não pode virar a cara, mesmo que tenha de concorrer contra Ferro. Eu acredito que Coelho irá sempre à luta, mesmo que Santana se encolha.

António Esteves

Publicado por sic_online em 07:53 PM

O silêncio não chega a Constâncio


A estratégia do silêncio, decretada por Sócrates e obedecida por todos os ministros e secretários de Estado só falhou numa coisa: o Prmeiro Ministro não estava à espera que Vítor Constâncio fosse dizer o que disse, ainda por cima num colóquio que tinha tudo para ser inócuo.
E o que disse Constâncio? Mais ou menos o que tinha dito Campos e Cunha à TSF antes de ser mandado calar. E mais ou menos o que Amaral Tomás ia dizendo na posse dos secretários de Estado antes de também ser mandado calar. Ou seja, que os impostos vão subir. Preparem-se: está quase a chegar o IVA a 21%.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 03:50 PM

março 15, 2005


Amigo!?


Carmona Rodrigues é um homem sério, competente e frontal. É inteligente e bem formado, e por isso não merece ter um "amigo" como Santana Lopes. Quando foi necessário Carmona abandonou a vice-presidência da Câmara para dar uma ajuda no governo. Mais tarde abdicou do Ministério das Obras Públicas para voltar à autarquia, como Presidente, garantindo que Santana podia ir para São Bento com a casa bem cuidada e tratada. O mínimo que se esperava agora era uma atitude de gratidão e respeito por alguém que já mostrou capacidade de sacrifício a bem da causa pública e a bem da causa pessoal de um amigo. Ao contrário, Santana Lopes é um carreirista, egocêntrico e pouco generoso. Não se coíbe de usar os mais próximos para servir os objectivos que lhe são mais úteis a cada momento. Volta à Câmara sabendo que dificilmente se poderá recandidatar, e onde não deve ficar tempo suficiente para aquecer o lugar, como é costume. Pelo meio interrompeu o percurso político de quem tinha aspirações a suceder-lhe, e que pode ter agora todas as hipóteses comprometidas. Com amigos destes...

António Esteves

Publicado por sic_online em 06:39 PM

Não dá para parar?


O novo governo já decidiu recambiar as famosas secretarias de Estado descentralizadas para Lisboa. Acha que é mais eficaz e agiu em conformidade.
Há menos de um ano, o anterior governo tinha decidido o contrário e criado seis secretarias de Estado fora de Lisboa.
Os nomes, o número e os locais de alguns ministérios também voltaram a mudar.
Tudo isto custa muito dinheiro. Para mim é-me indiferente onde é que estão as secretarias de Estado e quantos são os ministérios, desde que funcionem. O que não me é indiferente são as sucessivas mudanças da lei orgânica do nosso governo. Não dá para parar um pouco? Isto, sim, merecia um pacto de regime.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 07:54 AM

O tabu de Santana


O futuro (ou melhor, o presente) profissional de Santana Lopes ficou decidido ontem à noite. Como era esperado, regressou à Cãmara, a que tem direito política e juridicamente. Não me vou pronunciar sobre os efeitos que esta decisão pode vir a ter para Santana e para o PSD, embora pense que podem ser maus para ambos.
Fico apenas com uma dúvida. Porque demorou tanto tempoa dizer o que ia fazer, deixando a CML toda em suspenso? Porque gosta destas cenas? Os portugueses já lhe mostraram que não gostam.

Ricardo Costa

Publicado por sic_online em 07:49 AM

março 14, 2005


É mesmo para nos habituarmos?


"Habituem-se!", disse António Vitorino.
Por acaso, no que ao dito autor diz respeito, enganou-se: os jornais e os jornalistas descobriram e contaram que optara pela advocacia antes do próprio e de José Sócrates deixarem público que não entrava para o governo. Mas o hábito ficou por aí e demo-lo como encerrado.
À parte o pormenor Vitorino, o novo primeiro-ministro tem feito questão de levar à letra a palavra-chave deixada na noite eleitoral como sinal para a legislatura: foi na formação do governo, foi agora na rapidez com que fez regressar as secretarias de Estado a Lisboa, já tinha sido nas novas regras para a tomada de posse, foi também no discurso de aceitação.
Desafiando interesses mais poderosos que os jornais e os jornalistas, Sócrates passou a mensagem de querer ir mais longe na imposição de novos hábitos quando anunciou a liberalização do comércio para os medicamentos de venda livre. Uma coisa há, no entanto, que o novo primeiro-ministro não disse: "Habituem-se!"
E se é certo que não o deveria ter feito também é certo que abriu aqui uma das maiores interrogações sobre os próximos quatro anos: será que é mesmo para nos habituarmos? Será que o combate a interesses instalados veio para ficar e não para ficar… por uns sinais a que facilmente nos vamos habituar?

José Manuel Mestre



Publicado por sic_online em 09:31 PM

Uma aposta


Não é nada de pessoal, acreditem, mas aposto que o Alberto Costa não aguenta o mandato inteiro na pasta da Justiça. Faço a aposta no primeiro dia útil de Governo e espero que ele tenha sucesso. Mas há uma grande diferença entre dissertar sobre o Habermas e melhorar o funcionamento da Justiça.
A aposta está feita.

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 08:35 AM

março 12, 2005


Um bacalhau frio


O cumprimento circunstancial de Paulo Portas a Freitas do Amaral, no final da cerimónia de posse do governo, é um momento dramático: na frieza do contacto, no sorriso amarelo de Freitas do Amaral, na fuga apressada daquele filme protagonizada pelo ex-titular da pasta da defesa. Portas podia fazer duas opções: ou dava um caloroso aperto de mão a Freitas com ar seguro e prazenteiro, como fez com Manuel Monteiro no célebre Congresso do PP em Braga quando conquistou a liderança do partido, ou limitava-se a fazer o que fez. Só que desta vez era mais difícil a Portas optar pela primeira hipótese. Do outro lado está um dos senadores da República, um homem com um currículo imenso e que mete respeito, um professor que ajudou a formar muitas das grandes figuras do Direito em Portugal. Apesar dos zigue-zagues políticos Freitas é uma figura nacional respeitável que mete respeito. O ainda presidente do PP portou-se recentemente como um "menino" insolente que tentou achincalhar um "adulto", mas fê-lo na sombra. Hoje não suportou o frente-a-frente, o olhos-nos-olhos, a luz que lhe iluminou o rosto inibiu-lhe a coragem. E isso mostra o carácter de uma pessoa.

António Esteves



Publicado por sic_online em 03:20 PM

Keep it simple


Portugal despediu-se hoje do tradicional "passou bem?", das quilométricas filas no Palácio da Ajuda, dos milhares de beijinhos (em versão mono ou bi-face) e de centenas de "dá cá um abraço" ou do tradicional "bacalhau".
Deixo o resto da análise para a Paula Bobone e semióticos da escola estruturalista. Mas importa reter, apenas, um simbolismo. Se se conseguir levar esta alteração protocolar paara todos os gestos inútes que existem nos procedimentos do Estado, Sócrates fará um bom mandato. As filas da Ajuda representavam o pior que há em Portugal: gente a mais sem fazer nada, tempo a mais para se fazer pouco, "salamaleques" a mais para se conseguir coisa nenhuma.
Keep it simple!

Ricardo Costa



Publicado por sic_online em 12:13 PM

Os corredores do poder


No dia da tomada de posse dos deputados, que fazem parte desta décima legislatura, foi nos corredores do parlamento que se jogou muito do futuro deste governo. Os telemóveis já facilitam os contactos, mas como não há nada como um cara-a-cara muitos dos ministros e futuros secretários de Estado aproveitaram para conversar, em privado ou em pequenas tertúlias "estratégicas". Houve ainda deputados a meter uma cunha, política ou pessoal, e gente da oposição a tentar saber o mais possível. É que nestes tempos da globalização e da comunicação saber é, cada vez mais, poder. Havia também muita gente fora dos círculos políticos a tentar tratar da vidinha. Há dezasseis ministros novinhos em folha a precisar de adjuntos e assessores. Só assim se explica um número tão elevado de jornalistas e ex-jornalistas, especialistas em assessoria de comunicação e até de ex-assessores, a deambular com um ar aparentemente descontraído pelos corredores da Assembleia. Se é verdade que há muitos lugares já preenchidos, também não é mentira que ainda sobram lugares vagos. Os que apareceram sabem disso e não esquecem a verdade do adágio: "Longe da vista, longe do coração". Mas será que o bom produto precisa de se oferecer?

António Esteves



Publicado por sic_online em 11:39 AM

A Finlândia não é só neve


José Sócrates conseguiu a proeza de ter 6 mulheres no governo todo! É espantoso que isto aconteça num partido que defendeu as quotas e que até conseguiu cumprir a paridade nas listas para o Parlamento.
Vale a pena fazer as contas: Em 16 ministros há 2 mulheres, secretários de Estado há 4, no topo da hierarquia do Governo (primeiro-ministro, ministros de Estado e respectivos secretários de Estado) só há uma mulher!
Sócrates adora falar do exemplo Finlandês, com a Economia mais sustentada da Europa. Convém ver o que há na Finlândia para além da neve. Querem que eu faça um desenho?

Ricardo Costa

Publicado por sic_online em 10:55 AM